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O Rock que Rola de botas e batom

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30 de outubro de 2013 por Eder Silva

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Quem disse que o Rock tem somente homens por porta-vozes (frontmen’s)? Basta você ver o show da Grace Potter e sua banda The Nocturnals no Rock in Rio 2013 e responder a essa minha indagação. O Rock tem “suas” frontwomen’s  também!

A banda norte-americana, formada em 2004, abriu a noite do dia 20, antepenúltimo dia do Rock in Rio e que contava ainda com Nickelback, Matchbox 20, Frejat e a atração principal, Bon Jovi. E aqui enfatizo a segunda das exceções neste post, ou seja, meu interesse em abordar uma banda formada pós 90’s…

Grace Potter abriu a noite, mas deveria tê-la fechado também, pois apresentou em seu setlist uma variedade de riquezas musicais e presença de palco que eu não via a muito tempo. Para uma banda formada na geração 2000, muito me surpreendi. E eu que pensava não se fazer mais bandas de rock com presença de palco depois dos 90’s; que, para mim, seria os últimos respingos do rock criativo – me refiro ao movimento das bandas grunge de Seattle.

Mas, queimei minha língua, tenho que admitir! Aliás, é o que ultimamente tem me ocorrido constantemente quando tento fazer abordagens de cunho sociológico. Tenho visto que nas sociabilidades há muita imprevisibilidade, e nisto, pesa-se a riqueza desta ciência humana…

Voltando à cidade do rock, acrescente-se também que na apresentação da banda de Grace, havia um protótipo / “reencarnação” do Jimi Hendrix tocando contrabaixo (brincadeirinha). Também com a presença do veterano Donavon Frankenreiter em seu setlist, participando de 3 músicas, contribuindo sobremaneira para enriquecer o repertório.

Com belíssimos duetos de voz e guitarras, gaita e tudo o mais, a banda tocou um rock’n roll de presença marcante, criativa, com percorrendo influências dos 60’s e 70’s, relembrando a presença de palco do Jefferson Airplane, que, também contava com uma frontwoman com de mesmo nome, Grace Slick nos vocais. Cantaram um cover dos Stones, “Miss you”. Foram 55 minutos de música visceral e vibrante. Mereceram acrescentar pelo menos uma hora em seu set!

Passando pra questão sociológica de “gênero”, atrevo-me afirmar que já faz parte da história do Rock o palco ser ocupado por mulheres. As primeiras bandas de rock, inteiramente feminina, as Runaways – banda norte-americana formada em 1975 e que contava com ícones como Lita Ford, Joan Jett, Sandy West entre outras – deixaram a marca de seus batons nos microfones e nos corações e ouvidos dos apaixonados desta vertente musical. Suas primeiras turnês datam de 1976, com a banda Ramones. As Runaways terminaram suas atividades em 1979, mas suas integrantes continuaram a propagar seu estilo musical efervescente com suas novas bandas ou em carreira solo. Mas já existiam mulheres no Rock antes das Runaways. Basta lembrarmos de Janis Joplin, que já nos anos 60 imergia com estilo próprio no mundo do rock “masculinizado”. Posteriormente surgiu, no início dos 70’s, Suzi Quatro, que também havia no principio participado de uma banda inteiramente feminina, denominada “Fanny”, as lendárias damas do rock, que, aliás, lança uma polemica, acreditando ter sido realmente a primeira banda feminina de rock’n roll, a despeito das Runaways. Mas isto é pirão pra outro peixe.

Se deixei de citar outras bandas de renome, não foi por esquecimento, tampouco por desprezo; pois o foco (o espírito) desse post encontra-se na ruptura de gênero e de tempo (mulheres no rock e banda de rock contemporânea com atitude e presença de palco criativa).

O fato é que as mulheres sempre tiveram sua participação na música rock, rompendo o “commom sense[1]”, desta forma, reinserindo o rock dentro das questões sociológicas, se interpretado como movimento de inclusão, neste caso específico.

[1] Com sentido de idéia pré-estabelecida.

Eder Silva é iniciante nas ciências sociais, especialista em Sociologia Política (UFPR); bacharel em Turismo (UP). Este artigo reflete as opiniões do autor. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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